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Importar peças pelo número de peça: guia sem erros para 2026

Foto do escritor: Fast Parts
Fast Parts
23 de out.
10 min de leitura

Imagem ilustrativa sobre importação de peças automotivas

Importar uma peça pelo número de peça (o part number da montadora) é o caminho mais seguro para receber exatamente o componente que o seu carro precisa. Com o código certo em mãos, cruzado com o chassi (VIN), você elimina a dúvida entre versões, anos e motorizações, consegue comparar fornecedores no mundo inteiro e evita a pior situação de uma compra internacional: pagar frete, impostos e espera por uma peça que não encaixa. Neste guia, mostramos onde encontrar o número, como confirmá-lo, quanto você paga de tributos em 2026 e o que pode ou não entrar no Brasil.



Em resumo

 

  • O número de peça identifica o componente; o chassi (VIN) confirma que ele serve no seu carro. Use sempre os dois juntos.

  • O código pode estar gravado na peça antiga, na nota de uma revisão anterior ou no catálogo eletrônico da montadora, mas números antigos costumam ser substituídos por versões atualizadas.

  • Em remessas de pessoa física pelo Remessa Conforme, compras de até US$ 50 não pagam Imposto de Importação; acima disso, a alíquota é de 60% com desconto de US$ 30, e o ICMS incide em qualquer valor.

  • Peças usadas, em regra, não podem ser importadas, e alguns itens de segurança dependem de conformidade do Inmetro.

  • Na Flash Peças Import, identificamos a peça pelo chassi e enviamos um orçamento com preço final, impostos incluídos, em reais e com nota fiscal brasileira.

 

Índice

 

 

O que é o número de peça e por que ele vale mais que o modelo do carro

 

O número de peça é o código que a montadora atribui a cada componente do seu catálogo. Ele não descreve “uma pastilha de freio para o modelo X”: ele aponta para uma pastilha específica, com dimensões, composição e sensores definidos. Por isso é a linguagem comum entre concessionárias, distribuidores e fornecedores OEM em qualquer país.

 

O problema de buscar pelo modelo do carro é que o mesmo modelo, no mesmo ano, pode sair de fábrica com configurações diferentes. Um sedã europeu pode ter duas opções de sistema de freio, suspensão esportiva ou convencional, faróis halógenos ou de LED, e cada combinação usa peças mecanicamente distintas. Quem compra “pelo modelo” aposta. Quem compra pelo número de peça, confirmado pelo chassi, sabe o que vai receber.

 

Essa precisão pesa ainda mais numa importação. Devolver uma peça errada para a Europa significa pagar frete internacional de novo, lidar com a burocracia de exportação e esperar semanas por uma substituição. Na prática, o custo da devolução muitas vezes inviabiliza a troca. A identificação correta antes da compra é o que separa uma importação tranquila de um prejuízo.

 

Onde encontrar o número de peça do seu carro

 

Há quatro fontes principais, e as melhores importações cruzam pelo menos duas delas:

 

  1. Na própria peça. Muitos componentes trazem o código gravado, estampado ou em etiqueta: módulos eletrônicos, sensores, faróis, peças plásticas de acabamento. Fotografe a peça antiga com boa luz antes de descartá-la.

  2. Na nota fiscal ou ordem de serviço de uma revisão anterior. Concessionárias e oficinas especializadas costumam listar o código de cada item trocado.

  3. No catálogo eletrônico da montadora (EPC). É a ferramenta que concessionárias usam para localizar peças a partir do chassi. Ela mostra diagramas explodidos, variações por data de produção e o número vigente.

  4. No chassi (VIN), por meio de quem tem acesso ao catálogo. Com os 17 caracteres do VIN, um especialista localiza a configuração de fábrica do seu carro e chega ao código exato.

 

Um cuidado importante: o número gravado na peça antiga nem sempre é o que você deve comprar. Montadoras revisam componentes ao longo da vida do modelo e substituem códigos antigos por novos, às vezes com outra peça associada que também precisa ser trocada. Por isso, o código da peça velha é um ponto de partida, e não a palavra final. Detalhamos esse processo no nosso guia sobre como identificar peças pelo chassi.

 

Número de peça e chassi (VIN): a dupla que evita erros

 

O VIN é a “certidão de nascimento” do carro: indica fabricante, modelo, planta, ano e número de série. Sozinho, ele não diz qual peça comprar; junto do catálogo da montadora, ele revela a configuração exata com que o carro saiu da fábrica. É essa combinação que transforma um palpite em Precisão Absoluta.

 

Se você quer entender o que cada posição do código significa, explicamos em detalhes o que é o VIN e como decifrá-lo. Para donos de modelos antigos, em que a leitura do código segue padrões anteriores à norma de 17 caracteres, vale conhecer um roteiro para decodificar o VIN de clássicos, útil para confirmar a origem do carro antes de procurar peças de restauração.

 

Na prática, a conferência funciona assim:

 

  • Número de peça confirma o quê: qual componente, em qual versão.

  • VIN confirma para quem: se aquela versão corresponde ao seu carro, considerando data de produção e opcionais de fábrica.

  • Foto da peça antiga confirma o detalhe: conectores, furação, posição (lado esquerdo ou direito), cor de acabamento.

 

Quando os três batem, a chance de erro cai drasticamente. Quando algum diverge, é hora de parar e investigar antes de pagar. Nosso artigo sobre compatibilidade de peças OEM traz exemplos de divergências comuns.

 

Passo a passo para importar com o número de peça

 

  1. Reúna os dados do carro. Chassi completo (está no documento do veículo e gravado na carroceria), ano/modelo, motorização e, se possível, fotos da peça antiga com o código visível.

  2. Confirme o número vigente. Verifique no catálogo da montadora se o código foi substituído e se a troca exige itens complementares (parafusos de uso único, juntas, presilhas).

  3. Defina a origem e o fornecedor. Peças de marcas europeias costumam ter melhor disponibilidade e procedência na rede da própria montadora ou em distribuidores OEM na Europa. Desconfie de preços muito abaixo do mercado e de anúncios sem código de peça.

  4. Calcule o custo real. Some preço da peça, frete internacional, seguro, Imposto de Importação e ICMS. No frete aéreo, o peso cubado (o espaço que a caixa ocupa) pode pesar mais que o peso real: um para-choque leve e volumoso pode ter frete maior que o próprio item.

  5. Cheque restrições. Confirme se a peça é nova e se o item exige conformidade do Inmetro (veja a seção sobre o que não pode entrar).

  6. Garanta a documentação. A fatura comercial deve descrever a peça tecnicamente, com código e valor real. Descrições vagas, como “peça de metal”, são um convite à retenção na alfândega.

  7. Acompanhe o desembaraço e a entrega. Pague os tributos quando solicitados, acompanhe o rastreio e confira a peça assim que chegar, antes de qualquer instalação.

 

Cada etapa tem armadilhas próprias. Se a sua marca é Porsche ou BMW, temos roteiros específicos: como importar peças Porsche e como importar peças BMW.

 

Quanto você paga de impostos em 2026

 

Para pessoa física que compra em sites certificados no Programa Remessa Conforme, as regras da Receita Federal em vigor desde 12 de maio de 2026 são estas:

 

Valor aduaneiro (peça + frete + seguro)

Imposto de Importação

ICMS

Até US$ 50

Zero

Incide, calculado “por dentro”

De US$ 50,01 a US$ 3.000

60%, com desconto de US$ 30 no imposto

Incide, calculado “por dentro”

A mudança veio com a Portaria MF nº 1.342/2026, que zerou o imposto federal até US$ 50 e elevou o desconto de US$ 20 para US$ 30. Atenção: boa parte das lojas de peças automotivas no exterior não participa do programa, e compras fora dele seguem outras regras. Vale conferir a situação da loja antes de fechar o pedido.

 

O ICMS é estadual e varia de 17% a 20% conforme o estado. A calculadora de impostos da Receita vem configurada com 17%, e a própria Receita orienta quem mora em estados com alíquota maior a ajustar a estimativa.

 

Exemplo: um módulo de US$ 400

 

Imagine um sensor ou módulo eletrônico cujo valor aduaneiro (peça, frete e seguro) soma US$ 400:

 

  • Imposto de Importação: 60% de US$ 400 = US$ 240, menos o desconto de US$ 30 = US$ 210.

  • Base do ICMS: US$ 400 + US$ 210 = US$ 610.

  • ICMS a 17%, por dentro: US$ 610 ÷ (1 − 0,17) = US$ 734,94; ICMS = US$ 124,94.

  • Custo total: US$ 734,94, ou seja, quase 84% acima do valor aduaneiro.

 

No mesmo cenário, com ICMS de 20%, o total sobe para US$ 762,50. Esse exemplo mostra por que o preço que aparece no carrinho de uma loja estrangeira está longe do custo final. Para aprofundar, veja nossos guias sobre ICMS na importação de autopeças e sobre impostos em autopeças importadas.

 

O que não pode entrar: peças usadas e itens de segurança

 

Antes de procurar o melhor preço, confirme que a peça pode ser importada.

 

Peças usadas. Segundo o material do Siscomex sobre importação de usados, a importação de material usado é, em regra, proibida. As exceções são restritas: peças recondicionadas pelo fabricante ou por credenciados, com garantia equivalente à de produto novo, e situações ligadas a veículos antigos de coleção, sempre com licenciamento específico e exame de produção nacional. Para o dono de um carro premium moderno, a conclusão prática é simples: compre peça nova. Uma peça usada “baratinha” encontrada num site de desmanche estrangeiro pode ficar retida e nunca chegar.

 

Itens sujeitos ao Inmetro. Alguns componentes automotivos dependem de avaliação da conformidade para circular no Brasil, o que inclui itens ligados à segurança. A lista de produtos passíveis de registro no Inmetro indica quais categorias exigem certificação e sob quais portarias. Se a peça que você procura é de freio, suspensão ou roda, confirme essa exigência antes de pagar: uma mercadoria sem a conformidade exigida pode ser retida.


O que não pode entrar: peças usadas e itens de segurança — overview diagram

Pessoa física, oficina ou revenda: o caminho muda

 

Quem compra para o próprio carro, com CPF e sem finalidade comercial, normalmente importa por remessa postal ou expressa, dentro das regras da tabela acima.

 

Oficinas e lojas que compram para revender ou para aplicar em carros de clientes entram em outra lógica: é uma operação de comércio exterior com habilitação da empresa, classificação fiscal correta (NCM) e, em geral, apoio de despachante aduaneiro. Para a oficina, o ponto crítico costuma ser o prazo: o carro do cliente parado no elevador enquanto a peça espera liberação custa caro. Por isso, muitas oficinas preferem comprar de um importador brasileiro que entrega a peça com nota fiscal e prazo definido.

 

Importar sozinho ou com um importador especializado

 

Critério

Comprar direto no exterior

Com a Flash Peças Import

Identificação da peça

Por sua conta, com risco de erro

Feita por nós, pelo chassi (VIN)

Preço

Muda com frete, câmbio e impostos cobrados depois

Orçamento com preço final, impostos incluídos

Pagamento

Cartão internacional, em moeda estrangeira

Em reais

Documento fiscal

Fatura estrangeira

Nota fiscal brasileira

Burocracia

Você acompanha o desembaraço

Nós cuidamos de tudo

Prazo e rastreio

Variável

2 a 4 semanas, porta a porta, com rastreamento

Proteção ao consumidor

Depende de a loja ter presença no Brasil

Empresa brasileira, sob o Código de Defesa do Consumidor

Sobre o último ponto, o guia de comércio eletrônico do Procon-SP recomenda comprar de sites com endereço, contato e política de troca claros. Em uma compra direta de loja estrangeira sem representação no país, fazer valer seus direitos fica bem mais difícil.

 

Se você quer o número de peça confirmado, o preço fechado e a peça na sua porta sem acompanhar alfândega, conheça os nossos serviços de importação sob encomenda: Busca e Identificação Exata via Chassi, Gestão Completa de Importação, Nacionalização e Entrega Porta a Porta e Consultoria e Suporte Premium pelo WhatsApp. Você envia o chassi, recebe o orçamento e só paga depois de aprovar.

 

A nossa visão sobre o número de peça

 

Ao longo dos pedidos que recebemos, vemos o mesmo padrão: quem chega até nós com um número de peça na mão já fez metade do trabalho, mas raramente a metade mais difícil. O código copiado da peça antiga, de um fórum ou de um anúncio é um excelente ponto de partida. O que ele não diz é se ainda está vigente, se mudou com a data de produção do seu carro ou se vem acompanhado de outros itens obrigatórios.

 

Por isso, nunca fechamos um orçamento só com o número informado. Cruzamos o código com o chassi (VIN) do carro, confirmamos a versão atual da peça e só então apresentamos o preço final, com impostos, frete e nacionalização incluídos. É o que chamamos de Transparência Radical: você sabe o que vai receber e quanto vai pagar antes de pagar qualquer coisa.

 

Acreditamos que o dono de um carro premium não deveria escolher entre a peça original e a tranquilidade. A peça certa, no prazo combinado, com nota fiscal e pagamento em reais, é a ponte definitiva entre o que o seu carro merece e o que o mercado brasileiro costuma oferecer. Você merece essa segurança.

 

— José Oliveira

 

Perguntas frequentes

 

Posso importar peças usadas para o Brasil?

 

Em regra, não. A importação de material usado é proibida, com exceções restritas, como peças recondicionadas pelo fabricante com garantia de produto novo e casos ligados a veículos antigos de coleção, sempre com licença específica. Para carros modernos, o caminho seguro é importar peça nova e original.

 

Qual é a taxa de importação de peças automotivas para pessoa física?

 

No Remessa Conforme, compras de até US$ 50 não pagam Imposto de Importação, e de US$ 50,01 a US$ 3.000 a alíquota é de 60% com desconto de US$ 30. Em todos os casos, incide ICMS de 17% a 20%, conforme o estado, calculado sobre o valor já somado ao imposto federal.

 

O número da peça antiga é sempre o que devo comprar?

 

Nem sempre. Montadoras substituem códigos ao longo da produção, e o número gravado na peça pode ter sido trocado por uma versão atualizada. O ideal é confirmar o código vigente cruzando-o com o chassi (VIN) no catálogo da montadora.

 

Quanto tempo leva para receber uma peça importada?

 

Depende do fornecedor, do modal de transporte e do desembaraço. Na Flash Peças Import, a entrega porta a porta leva de 2 a 4 semanas, com rastreamento, e o prazo é informado no orçamento.

 

Fontes

 

Recomendações

 

 
 
 

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